Hoje eu alcancei 100 mil seguidores.
E, curiosamente, esta não é uma carta sobre números. Porque os números contam muito pouco da história.
Eles mostram onde chegamos, mas não mostram o caminho. Não mostram os dias em que ninguém acreditava. Não mostram as dúvidas, as mudanças de rota, os erros, os recomeços, os momentos em que seria muito mais fácil desistir do que continuar.
Quando olho para esse marco, não consigo pensar em crescimento. Penso em permanência.
Penso em todas as vezes em que precisei escolher continuar mesmo sem garantias.
Vivemos em uma época em que as pessoas gostam de acompanhar o resultado, mas raramente enxergam o processo. O aplauso quase sempre chega no final. A convicção, não. A convicção é construída no silêncio.
Ela nasce quando ninguém está olhando.
Nasce quando você faz o que precisa ser feito sem saber exatamente quando os frutos aparecerão. Quando você continua estudando, trabalhando, construindo e acreditando mesmo sem validação externa suficiente para justificar o esforço.
E talvez essa tenha sido uma das maiores lições que aprendi ao longo desses anos.
Nem sempre eu fui a melhor. Nem sempre eu soube exatamente o que estava fazendo. Nem sempre acertei.
Mas eu sempre procurei dar o meu melhor dentro das condições que eu tinha… e existe uma diferença enorme entre perfeição e honestidade.
A perfeição paralisa. A honestidade constrói.
Muitas vezes esperamos ter mais tempo, mais recursos, mais conhecimento, mais experiência ou mais confiança para começar algo. Mas a vida raramente entrega todas essas coisas antes do primeiro passo.
Na maior parte das vezes, precisamos caminhar com aquilo que temos.
E foi assim que eu construí quase tudo o que considero importante na minha vida.
Não esperando o cenário ideal. Mas trabalhando com a realidade que estava diante de mim, e corrigindo a rota quando necessário.
Aprendendo. Errando. Melhorando. E seguindo.
Acredito que muitas pessoas desistem cedo demais porque confundem dificuldade com sinalização de que estão no caminho errado. Nem sempre estão.
Às vezes a dificuldade é apenas parte do caminho. Às vezes ela é o próprio treinamento.
Existe uma ideia que me acompanha há muito tempo: não precisamos ser extraordinárias todos os dias. Precisamos ser constantes.
Porque a constância faz algo que a motivação jamais fará. Ela nos leva adiante quando a emoção acaba.
E a verdade é que quase tudo o que vale a pena exige permanência.
Exige escolhas, renúncias. Exige abrir mão de algumas coisas para conquistar outras.
Essa talvez seja uma das verdades mais difíceis da vida adulta. Não podemos ter tudo.
Cada escolha custa alguma coisa e toda direção exige uma renúncia.
E amadurecer é aprender a bancar as próprias escolhas sem terceirizar a responsabilidade pelos resultados.
Ao longo dos anos, também aprendi algo que considero ainda mais importante.
Meu diferencial nunca foi uma estratégia. Nunca foi uma técnica. Nunca foi uma fórmula.
Meu diferencial sempre foi ser eu… com minhas qualidades e minhas falhas. Com a minha história. Com os valores que escolhi não negociar. Com a minha fé. Com as minhas convicções. Com a minha forma de enxergar a vida.
Isso nem sempre agradou. E está tudo bem.
Porque a verdade tem um preço, mas a falta dela custa muito mais.
Vivemos em um tempo em que existe uma tentação constante de adaptar quem somos para sermos mais aceitos. Mais admirados, mais populares, mais aprovados.
Mas existe algo profundamente libertador em não precisar abandonar a própria identidade para crescer.
Aliás, quanto mais o tempo passa, mais eu me convenço de que as pessoas estão cansadas de personagens e de discursos perfeitos. Cansadas de imagens impecáveis.
As pessoas estão com sede de verdade. E verdade não significa exposição sem limites (inclusive, sou totalmente contra).
Verdade significa coerência. Significa existir da mesma forma quando as luzes estão acesas e quando estão apagadas.
Significa não precisar interpretar um papel para ser valorizada.
Talvez seja por isso que, hoje, este número tenha um significado tão especial para mim.
Não porque ele me define. Mas porque ele representa uma caminhada construída sem que eu precisasse abandonar quem sou para chegar até aqui.
E isso vale muito mais do que qualquer métrica. Porque o sucesso, no fim das contas, não pode ser medido pela régua dos outros.
O sucesso de uma pessoa pode ser o fracasso de outra. O sonho de uma pessoa pode ser irrelevante para outra.
As comparações nos fazem esquecer que cada vida possui uma missão diferente.
Por isso a pergunta mais importante nunca foi “até onde você chegou?”.
A pergunta mais importante é: você está construindo a vida que acredita que deveria construir? Você está vivendo de acordo com aquilo que considera verdadeiro? Você está honrando os dons, as oportunidades e a história que recebeu?
Talvez sucesso seja justamente isso: olhar para trás e perceber que, apesar dos erros, você não se abandonou no caminho.
Que você continuou. Que você cresceu. Que você se tornou alguém melhor.
Hoje eu celebro 100 mil seguidores.
Mas, acima de tudo, celebro a mulher que decidiu continuar quando ainda não havia motivos visíveis para continuar.
Porque quase tudo o que floresce um dia começou como uma convicção silenciosa. E as convicções mais importantes da vida raramente recebem aplausos no início.
Obrigada! Você faz parte dessa história. Seja você que está comigo há mais de 20 anos. Seja você que está por perto há 10, 5 ou que chegou por aqui ontem. De algum jeito, você chegou e permaneceu. E isso tem um valor inestimável pra mim.
Com carinho,
Ju.
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Ju,
Hoje eu queria te parabenizar pelos seus 100 mil seguidores e também compartilhar algo que talvez você nem imagine.
Eu te acompanho desde a época em que você fazia sobrancelhas em Barreiros. Você fez a minha maquiagem para a minha formatura de Administração, em 2012, e desde então acompanho sua trajetória. Vi sua evolução profissional, a clínica que você construiu e tudo o que foi conquistando ao longo dos anos. Na maior parte desse tempo, acompanhei mais de longe, mas sempre admirando.
Nos últimos tempos tenho te acompanhado mais de perto, principalmente porque sempre tive uma necessidade muito grande de entender melhor a Bíblia e me aproximar de Deus. Sou católica, frequento algumas vezes o espiritismo por acreditar em algumas coisas diferentes daquelas que estão na Bíblia, mas isso nunca me impediu de admirar pessoas que vivem sua fé de forma genuína.
O que mais me inspira em você é a mulher que você é. Sua feminilidade, sua integridade, sua forma de conduzir a vida, a família e os princípios que carrega. Aprendi que podemos absorver aquilo que nos agrega e admirar aquilo que não faz parte da nossa caminhada sem precisar abrir mão da nossa essência. E é exatamente isso que acontece comigo quando te acompanho.
Seu conteúdo tem me aproximado cada vez mais do entendimento bíblico, dos porquês de muitas situações da vida e, principalmente, de Deus. Muitas vezes termino de ouvir você com o coração mais leve, mais tranquilo e mais fortalecido.
Por isso, além de te parabenizar pelos 100 mil seguidores, quero te agradecer. Acredito que números são apenas consequência de uma vida que tem impactado outras vidas. Continue sendo essa mulher inspiradora que você é.
Eu continuo admirando muito você, sua história, sua família e tudo aquilo que construiu.
Com carinho,
Daniela
Parabéns Ju, pela sua história, pelo caminho construído!
Suas cartas são maravilhosas, tens o dom de escrever, e transmite tanta verdade. Que Deus continue a abençoando grandemente!